Na sexta passada, em Santa Rita (MG), eu tive que dar o tchau mais dolorido que eu pensei que daria. Mais dolorido até de quando eu tomei a decisão de largar o vôlei de verdade. Doeu mais que qualquer despedida de amigo, de fim de namoro, de adeus e não estou exagerando. Queria eu estar…
Se ficar contando histórias aqui, o post ficará enorme. Mas não tenho palavras para agradecer tanto carinho e tanto crescimento que eu tive em seis anos. Desde que coloquei pela primeira vez a camisa da Metodista e fui jogar o Juca com a derrota mais dolorosa que já tive, diante de todos. Mas que a revanche estaria próxima.

Em 2004
E estava mesmo. Rolaram umas revoluções malucas e chegamos a mais um Juca, prontas para ganhar e encontrar o Mack de volta na final. E eu quase não fiz isso, fui parar no hospital com crise alérgica. Mas jogaria aquela final de qualquer jeito. E confesso: a cada jogo eu chorava. Não sei explicar, mas provavelmente é de nervoso, de descarrego de responsabilidades. Choramos todas juntas e quando a ficha caiu que éramos as campeãs do Juca, aí sim chorei mesmo, no meio do jogo. É indescritível e uma sensação que eu queria passar adiante…

Final de 2005
Éramos o time a ser batido. Mas com algumas mudanças. A 13 de 2006 era eu, pq a 13 de verdade, a Má, tinha ido morar nos Estados Unidos e depois disso abandonou o vôlei. Chegamos à mais uma final com favoritismo total. Mas ninguém esperava que a ECA venceria, que a Jana torceria o joelho de uma forma terrível e que eu saísse da quadra com os dois joelhos travados, carregada! Medalha de prata com sabor amargo…

2006 em Registro
Aí já tinha que estar preparada pra 2007, encarar a Cásper, despedida de muitas de nós que começamos juntas em 2004 (Annalú, Thais, Mari, eu). Era o último e o título não veio de novo. É um Juca que eu me envergonha por minhas atitudes dentro de quadra, que não me fizeram bem e que tive peito de pedir desculpas. E chorei muito por saber que no ano seguinte tudo seria muito diferente, que o ciclo tava chegando ao fim e que o ano como presidente da Atlética tinha realmente me consumido e me feito crescer demais! Era o ano das novas que, em 2008 e 2009 teriam muito a aprender…

No Juca mais cansativo!
2008 eu estava lá, como ex-aluna, no Juca de Guaratingueta. Era o palco do único título e a cada olhar naquela quadra, era uma lembrança, uma lágrima. Foi um Juca fora do comum, que tantas coisas boas aconteceram. No tapetão, o Mack de novo no primeiro jogo. Perdemos e de novo chorei, mas tinha que fazer o meu papel de conseolar aquelas meninas a estarem prontas para o ano seguinte.

2008 a semi-despedida!
E este ano era a despedida, com local marcado. A data era indefinida, poderia ser quinta, sexta o sábado. Mas tava marcado pra sexta, quase 13. O jogo não foi dos melhores, meu saque não entrou, meu levantamento foi quase bom em todo jogo. Mas não poderia fazer muito mais pelo meu time. Só dar broncas, incentivar, dar pilha e parar de fazer xixi na calça (ahahahahahaha). Mas preparar pra 2010, a intenção era essa.
No fim quis agradecer a torcida, a bateria (por ter atendido meu pedido, valeu Adrianooo), e a uma pessoa que eu tinha feito a promessa dos seis Jucas: Lessa! Abracei ele e chorei pela nossa despedida. Não consegui sair do ginásio e nem tirar a camisa do time até as luzes apagarem. Falar e agradecer em meio a lágrimas… foi duro demais. Mas o ciclo estava completo.
Obrigada a todas as meninas que desde de 2004 estiveram comigo, Rizzo e João, meus técnicos. Obrigada por tudo mesmo, por eu ser essa pessoa que eu sou. E não vou abandonar vcs jamais, podem estar certos disso!

Minha orgulhosa despedida de 2009
Obrigada também Lessa, pela nossa promessa de 2004 cumprida com exito, pelo abraço do fim do jogo; pelos sorrisos do Adriano durante o jogo e pela homenagem da bateria na rua do ginásio. As palavras mais sinceras que uma ex-atleta pode escutar estão gravadas pra sempre no coração. VALEU!