…mas prometo, é o último do ano!
Indo mais pro meio do nada do que nunca, de novo. Até dezembro, ou antes, ou até 2010? Vai saber! No fim das contas…ah, foi o ano!
Hasta luego, sem mais fronteiras!
…mas prometo, é o último do ano!
Indo mais pro meio do nada do que nunca, de novo. Até dezembro, ou antes, ou até 2010? Vai saber! No fim das contas…ah, foi o ano!
Hasta luego, sem mais fronteiras!
Nunca deixem a chave do meu carro na minha mão durante um período de bebedeira. Qualquer dia desses eu vou falar que vou pra Santos, e vcs vão me achar tomando sol de roupa na praia.
Tenho dito!
(fui bem mais perto, não era Santos, mas já valeu a pena)!
Postei esses dias no meu semi-falecido fotolog uma foto…um texto, na realidade, um trecho do texto da Tati Bernardi (ando falando bastante dela por aí) que acho que não só eu, como várias mulheres se identificam com o que ela escreve. Nesse, com certeza, muitas se identificam! Quem nunca fez um teatrinho ou se fez de outra pessoa para agradar alguém? E aí me pergunto, pq raios a gente faz isso.
Consciente ou inconsciente, tentamos nos fazer as pessoas ideais para cada tipo de situação, seja num jantar entre amigos, num dia sem ter o que fazer jogados no sofá. Mas pq fazemos isso? Talvez, uma das respostas, é por tentar fazer dar certo. Já começou errado!
Mas, sei lá se mulher é burra, é instinto ou o que for, mas sim, a gente atua! E muito bem, diga-se de passagem, com direito a ponta na novela do Manoel Carlos, bem Helena.
Eu já tentei ser a melhor amiga, a séria, a que descabelava, a ciumenta, a descarada, a desinteressada, a não-amorosa, entre outras tantas. Mas acabei de achando sendo a tal da louqinha intensa! Primeiro foi a Bruna que não ligava pra nada, e de fato, nem deveria.
No primeiro relacionamento mais sério que eu tive, tentei namorar. Me apaixonei e caí no lance de ser apaixonada de verdade. Não recordava muito bem de como eu era na época, acabei relendo uns e-mails e descobri que eu costumava ser bem melosa, e bem cansada pra época. Eu era um moleque. Preocupada, mas me joguei de cabeça…e deu no que deu: errado!
Um tempo se passou e virei a porra louca de um relacionamento insano. De pegar o carro 5 da manhã e fazer o que dava na telha! Ou não… e isso estava longe de ser um compromisso sério. Ficou chato e blasé, olhei no espelho retrovisor e não deu nem frio na barriga. Resultado: ok, move on.
Veio uma paixonite anti-blasé, que eu fui uma socialite, da Bruna que toma vinho com massas, que era apanhada em casa para passeios anti-blasé e que olhava todo dia no espelho e pensava “não faz isso, sua tonta”. Eu fiz, e o que deu? Bom…
Todos acreditaram no personagem, e vi que não ia dar certo!
Daí eu resolvi fazer tudo do jeito que eu imaginava ser o errado, que era fazer o certo. E fui de cabeça, que nem da primeira vez. Fui a louquinha intensa, a tímida/ extrovertida, a companheira. Não fui a bipolar que pensavam que eu seria por tantas vezes ter feito o que fiz. Passei a acreditar no que eu era mesmo, e enfiei o pé na jaca na Bruna! Bom… o que rolou? Eu não sei.
Mas eu prometo fazer tudo dar certo da próxima vez, certinho. Agora basta saber se eu vou acreditar de novo na intensa, na anti-blasé, na moleque, na porra louca. Ou se vem um papelo novo por aí. Mas sempre acreditei que o papel de Bruna vai sempre valer a pena.
Não sei bem o que falar sobre essa relação que sempre me deixou incomodada. Na verdade, acho que elas caminham em lados opostos em muitas vezes, não junto. A mudança parte do que a gente quer, independente do que tem pela frente… e essa é a melhor parte, o desafio que cabe para chegar na mudança.
Há quem faça mudanças radicais, mudanças superficiais. Mas mudanças! Não “enganação”, para justificar qualquer coisa.
Eu mudei por conta do momento. Não que eu ache que esta é a melhor forma. O momento passa, a mudança, dependendo do que ela representa, fica.
“Quem nunca teve um sonho… que corra até a padoca mais próxima !”
A mudança depende do que se quer, para esse momento, para o momento seguinte, para momento de amanhã, para o momento daqui 10 anos. E olha que sou bem resistente à mudanças!
(texto de junho/2009)
“Outro dia me peguei pensando que entre dobrar aquela esquininha da sua rua e ganhar na mega-sena acumulada, eu preferia a esquininha”
Da Tati Bernadi, que sempre esmaga exatamente o que eu to pensando.
… a gente nunca esquece. Nem o que leva, e nem o que dá!
Hoje tive minha primeira experiência, nos dois casos. Lógico que a primeira que deu um soco fui eu, numa tentativa de assalto no trânsito maldito de São Paulo, às 9h da manhã, no sol mais escaldante. Ótima maneira de começar uma quinta-feira! Foi o jeito que achei de me defender (ou não).
Mas na mesma medida que eu dei, acabei levando um bem dado no olho. Na realidade eu consegui esquivar, e nunca fiz aula de boxe. Pegou de raspão no olho, o suficiente pra inchar! Ótima maneira de continuar começando uma quinta-feira!
Todo mundo fala que não se deve reagir a um assalto. É errado mesmo! Mas é instinto…e o meu é de pensar rápido. A bolsa ficou no meu carro e meu olho inchado, até agora. Fora que sexto sentido de Dona Rosa foi de lei: me ligou na hora que tudo estava acontecendo.
Aí, do mesmo jeito que eu comecei minha quinta, vou afogá-la JAJÁ! Tô bem!
Por conta de um pequeno problema, um travamento retrátil cerebral, dei uma abandonada no blog. Mas será pouco tempo, só pra ter uma renovação de idéias e concentração de algumas maluquices do Porta Treco no Moleskine (uhuu!). Em breve tem mais das minhas idiotices e caraminholas…
ps: Ilhabela é linda!
ps2: pedi meu primeiro rodízio de japonês (até então comia yakissoba pra acompanhar), mas ontem evoluí pro sushi de queijo e goiabada hahahahaha)
ps3: um milagre, 4 fins de semana sem trabalho. Pra depois mifú por 10 dias seguidos.
ps4: esqueci… ando esquecida
ps5: chopp de graça é o que há!
ps6: preciso ir no médico e tô com medo do que ele vai falar!
ps7: chega dessas merdas de ps! Parece post it!
Coisas aleatórias serão postadas, pra não perder o costume. Fato!
Amigo de amigo, uma festa, umas cervejas, fotos de uma camiseta “que faz barulho”. Tenho certeza que ele nem vai lembrar desse finado dia de 2006, que eu conheci o local de sua morad; mas vou confessar que precisei de uma ajuda dos meu arquivos antigos de fotolog, essas coisa, para lembrar desse tipo de detalhe. Depois disso, ele só me levou pro mau caminho, pra festinhas open bar, bares e baladas fétidas da Vila Olímpia, tomando fadinha verde! ahahahaha
Não me ensionou fazer malabares com fogo, e mesmo assim, me deu o negócio pra tentar sozinha. Mas alertou pra eu ficar perto da piscina, caso eu pegasse fogo e ficasse com 54% do meu corpo carbonizado. Nesse mesmo dia, ele fez questão de sentar no topo da escada mais íngreme do mundo e xingar sem dó! Eu tive que contê-lo.

Mas, nesse mesmo dia, criamos algo que mudou nossa vida. De verdade! Antes da criação, a nossa alimentação com filés… E um refrigerante, uma vodka e uns segredinhos a mais fizeram o nosso final de semana um sucesso! Depois ele quis me conquistar pelo estômago, filhodaputa fez uma lasanha SEN-SA-CI-O-NAL, com direito a duas versões, uma só de queijo pra uma tal aí.
Aliás, “tal aí” que me fez rir terrores numa madrugada, voltando de uma balada bêbados. Seu nome é pronunciado sempre três vezes seguidos aos berros! Virou um grito de guerra…
Bom, hj é aniversário dele. Do cara que me levou num japonês pela primeira vez, que tem uma personalidade incrível, que promove o desapego junto comigo, que já morou no Alaska (meu, isso é coisa de gente boluda mesmo), que me aguenta nas crises e vice-versa, que já salvou a pele de pessoas que mereciam apanhar várias vezes, que é meu praticamente vizinho e que é a pessoa mais fácil de se agradar: basta dar um tabuleiro de xadrez e tentar jogar com ele (mesmo sem saber).
Parabéns!
Meninas, pra vcs!
Quando precisarem prender o cabelo e estiverem com um copo na mão, faça o seguinte:
1) Dê o copo para alguém
2) Execute a tarefa
3) Pegue o copo de volta
Não faça nessa ordem:
1) Coloque o copo na boca, segurando pela berada (isso funciona com copos de plástico)
2) Não jogue a cabeça para trás
3) Limpe a cerveja da cara e aspire o que vc sugou pelo nariz
4) Finja que nada aconteceu
5) Busque outra bebida, de preferência, água!
Grata, ficadica!
“Ei! Sorria… Mas não se esconda atrás desse sorriso…
Mostre aquilo que você é, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.”
(Chaplin)
De ponta cabeça, do avesso, de trás para frente, do fim para o início. E eu sempre tento, estou vivendo. Sonho, e sonho muito; desejo no sonho. Não tenho medo de arriscar, só de vez em quando. Eu mostro o que sou, agora vai de quem quiser entender…
… mas aí, de não me esconder atrás do sorriso, complica, não?Só um pouco, de vez em quando. Só pra não parecer que eu sou aquela mulher que morre de insegurança de um milhão de coisas, ou mesmo aquela menina que tem medo de ficar sozinha.
(Didario)
Não é pq eu não tenho o que escrever, na realidade essa múdica infernal não sai da minha cabeça e achei o clipe beeeem bacaninha. Memso pq acho a Colbie meio chata e emo… exatamente como eu estou! \o/ Fica a dica!

Juno: Aliás, eu acho que estou apaixonada por você.
Bleeker: O que, você quer dizer como amigos?
Juno: Não, a sério. Acho que você é a pessoa mais legal que eu já conheci. E você não precisa nem tentar.
Bleeker: Eu tento demais, na verdade…
Juno: Não, você é naturalmente inteligente. Você sempre pensa das coisas mais engraçadas que fazer. E mais, você é a única pessoa que não olha para minha barriga o tempo todo. Você realmente olha para minha cara. E cada vez que olho para você, o bebê começa a me chutar chutar super forte.
Bleeker: Ele faz? Mágico!
Juno: Acho que é porque meu coração começa a bater quando eu te vejo.
Bleeker: O meu também.
Juno: Basicamente, eu estou completamente apaixonada por você, e eu não me importo se eu estou pagando de otária agora, porque você me viu pagar de otária um milhão de vezes, e você ainda quer ser meu amigo.
No final, nada como um Foda-se bem grande pro resto!
Pelo tradutor do Google, é assim que escreve, mas tenho lá minhas dúvidas. Não tão cruéis quanto as que eu tô na cabeça, mas tentei bolar um plano mirabolante para tentar “solucionar” essa questã. Como eu já decidi, só saio do modo ON quando realmente tiver algumas certezas das coisas.
Sinais não servem para serem seguidos. Eu sou prova disso, de seguir alguns sinais e me foder. Ontem, durante o trânsito, um “sinal” foi mandado via rádio. Preferi ignorar e fazer chacota, pq era tão escancarado e ruim, que preferi transformá-lo em mensagem no celular, pra alguém rir comigo.
Ontem fiquei confabulando umas coisas, tentando perceber que outros sinais poderiam me fazer ser convencida. Fiz até uma pesquisa de campo (mentira, só perguntei pra uma pessoa) para ver se é coisa da minha cabeça ou não!
Os primeiros indícios apontam para o lado B, que eu devo manter o modo icebox ON. Mas a verdade é que o sinal foi bem vindo de verdade, e foi um sinal e não uma idiotice maluca. (acabei de me chamar de idiota e maluca)! Ele ainda nem pensou em mudar o botão pra OFF, mas valeu por aquele sorriso encabulado que fazia tempo que não surgia!
Chega de dúvidas!
Nunca mais tentar zuar os seus amigos, pq eles vão passar a tarde toda falando de um casamento que não pode receber o nome de casamento, e sim, tortura.
Com detalhes, do tipo: lua de mel, formato e cores do convite, quem vai organizar o bar, decoração do quarto do casal, fotos do telão do casamento e até as atrações da festa.(e outros detalhes que é melhor deixar pra lá)…
Belos amigos eu tenho!
Em homenagem ao Dia dos Professores, peguei a idéia da Leonor de relembrar as histórias antigas e tranformarei num post. Com certeza a Luisa vai relembrar de várias histórias, a Camilla e a Thais também, na época da faculdade.
Como no Piaget eu fui internada – dos 2 até o 16 anos de idade – não rolou uma grande variação de professores. Começamos com a Tia Emília no maternal que sim, está lá até hoje. Todas eram chamadas de tias, apesar de eu nunca entender esse tratamento. Tia Nelly, Tia Pati, Tia Tereza. Eram várias, duas pra cada ano… E todas sempre tinham um tratamento muito legal com a gente, menos na hora de escovar os dentes, que eu sempre era a última e a Luisa primeira. Mas não sei o motivo! (lembrei disso agora). Peculiar também era o cardápio que tínhamos que levar na lancheira, com ovo cozinho, Quick de morango e etc…

Turma da Tia Nely!
No primário as “tias” ainda suportavam serem chamadas de tias. E não tenho muitas lembranças dessa época eu acho. Só da Tia Luiza, que me deu uma medalha de ouro de “Belo Caderno” (e a Luisa também ganhou… e isso não significa que estou com inveja dela). E antes que ela conte, vou falar que fui até a coordenadora, a Tia Vera, pra ela fazer as pazes ds minhas amigas, já que minhas fichas estavam esgotadas.Ah, lembrei do episódio do parque aquático, que meu maiô rasgou e a tia Irene me ajudou. (BELA AMIGA HEIN, LUISA?) hahahaha…

Eterna tia Emilia, e a vergonha da Luisa!
No ginásio, a gente podia usar uniforme cinza, que era muito descolado na época. As tias agora eram professores e tinha um pra cada matéria. Albino, Rosiris, Juca…vários. Cada um com as suas maluquices – tipo o Albino que dava nomes de Peixotinho e seiláoque pros esqueletos do laboratório! Mas era uma fase diferente, que rolava uma expectativa: a partir da 5ª série, Dona Rosa seria minha professora de Educação Física!
E foi bem tranquilo pelo visto, tirando a parte de eu não poder chamar ela de mãe no meio da aula e dela sempre roubar pro time contrário que eu jogava. Sempre! Fora que eu tinha que ser um exemplo, e geralmente não estava tão a fim…

As queridinhas de sempre e a Bruna sempre largada
Colegial, mais descolado ainda, poderíamos ir com as roupas que quiséssemos, os professores mudavam um pouco mais, com o Cesinha, Nelson, Dona Rosa, Cris (maluca de física, que tomou um rola na escada e eu roubei a prova dela nesse meio tempo), Wagnão, o maluco de história que eu não suportava e um ícone, o Charles, que tinha o dom de tirar com qualquer um; e confesso, sofri na mão dele! hahahaha…

Alunos sempre dedicados (é, eu era a loira)
Eu e a Thais tivemos praticamente os mesmos professores no Cursinho da Praça, tinham 3 pra cada matéria. Coisa tranquila! O Beto era o caos, adorava entrar na sala e já mandar todo mundo da minha turma pra praça jogar truco (ou Counter na Axtion – hahahaha e dar o calote na Ana). Mas tinha os que gostavam da gente, o Giovanni, Yuji. Eles sabiam que a gente causava, mas também faziamos muito também. Ótimos professores no Anglo!

A gente obedecia e saia...
Na faculdade também, um ícone: José de Sá, e descrevo a rotina dos oito semestres que tivemos com ele: “entra na sala, coloca material na mesa, escreve a lousa inteira, vira pra classe, dá boa noite com aquela cara de ’sorriso da Monalisa’, faz chamada, explica a matéria pra três que prestam atenção, dá boa noite e sai da sala com sua malina”. Foi isso os 4 anos e aposto meu mindinho que continua a mesma coisa! Teve o Tarquini, Mr. Bruna Surfisitinha, Paulo Ramos, Meg, Julio… tantos mesmo.
Já fui professora da minha prima, minha tia já foi minha professora particular, assim como meu primo. Enfim… feliz dia pra todos os professores e o especial pra MINHA professora preferida, a de Educação Física do Jean Piaget! (hohohoho)!

Essa é minha prófi favurita!
Meu TCC foi sobre atletas deficientes visuais e, no meu caso, dois atletas de corrida de aventura. Por coincidência, acabei vindo trabalhar com esportes de aventura e encontrei várias vezes o Cristiano e o Du, meus personagens, competindo no Adventure Camp.
Mas aproveitei durante uma feira da área, para ver uma palestra do Grupo Terra, ONG que a dupla faz parte e que dá toda a assistência para eles. Não me aguentei durante a palestra e virei manteiga derretida, chorei com eles contando as histórias. As mesmas, que eu já conhecia, que escrevi no Kahihau (o TCC).
Deve ter dado saudade durante meu momento choradeira também! Vou reler o livro, e vou perder a última competição do ano deles, em Caragua, neste fim de semana…

Antigamente, eu adorava escrever cartas pras minhas amigas (e agora eu substituo por depoimentos idiotas no orkut), e que quando elas resolvem se encontrar e falam que vão levar essas coisas, prefiro me esconder e inventar uma dor de barica (de fato, eram bizarras)!
Mas, depois de tanto tempo, lembrei de uma carta que mandei pro Rodrigo, talvez de aniversário, de despedida. Nem sei se ele a tem ainda… domingo a gente se encontrou em Taubaté, e esqueci de novo de falar isso pra ele.
Acabamos tomando um Fernet, vendo filme enquanto todo mundo na casa jogava FarmVile (ou seja lá como escreve) e eu lá viajando. Lá pelas tantas da madrugada, começamos a conversar sobre nossa vida pós-escola, com aquele mega saudosismo de sempre. Aí, quando a gente ainda não tinha contado nem 1/3 das histórias, chegou o hotel que eu estava… e ficou aquela coisa de “puta merda, antes a gente tinha tempo”.
É assim com as meninas, é assim com os meninos, no grupo de em-mail no MSN. Acho que realmente a vida tá passando bem rápido! E o Rodrigo e eu ficamos nos devendo as histórias que eram pra dar risada.
Vai ter que ser por carta, mesmo… e-mail.
Me desculpa se algum dia na minha vida pude comparar o Mr. Big a qualquer coisa. Até foi a intenção, mas não dá! Até chegou a um patamar elevado, mas não ia rolar. Falta muito chão, arroz com feijão e leite com pêra! Mas eu tentei, eu juro que tentei fazer chegar ali pertinho, me chamando pra jantar, tomar um suco a noite… Mas não dava.
Esse problema de tentar transformar a pessoa X em uma G não dá certo e eu insisto. Insisto tão bravamente que acabo rapidamente enjoando daquela coisa zen! Eu não gosto de zen, sou hiperativa, dá licença? Sou do tipo que 40 minutos pra descer a serra do mar é como pegar trânsito pra voltar pra casa.
E acho que está aí o grande problema das mulheres: a gente quer transformar as coisas. Mesmo pq é super legal vc conviver com uma pessoa que não quer nada na vida, ou que odeio tomar cerveja, ou que torça pra outro time, ou que gosta demais de uma coisa que se apega! Taí pq a gente quer mudar… na realidade a gente faz as pessoas cederem…
Eu nunca tive perfil, de nada. Mas agora acho que eu criei um: pensar no futuro, ambição em crescer, ser espontâneo. Não dá pra ser passivo e achar que tudo é maravilhoso, que ficar 100% do tempo no trabalho é lindo (ou o contrário, 100% sem trabalho). Não!
Mas, mais uma vez: me desculpe por achar vc o Mr. Big! De achar que era isso sem precisar mudar nenhuma vírgula. Mas precisa não só mudar a vírgula, mas quem sabe, talvez, o tempo verbal da história toda!
Nada especial, nada de coisas pomposas. Dona Rosa, 76 anos, resolveu celebrar seu aniversário em família. E por tantos dias ela preparar minha marmita (almoço, janta, café da manhã e etc), mereceu ser levada em um restaurante a sua escolha. Ela já mandou um “quero arroz, uma carninha”. E eu: “vamos numa lanchonete”. E lá fomos nós, pra Moema…
Paramos no Fifities, depois de 394856 voltas pelo bairro. Primeiro as duas Rosas reclamaram do lugar pq era “chique” demais para os nossos trajes e quase mandei elas a merda, mas o momento era de celebração e elas tavam bem vestidinhas sim. (Dona Rosa mãe que é toda toda)!
Depois de desvendar todos os enigmas do cardápio, a vó ganhou um presente que a deixou com lágrimas nos olhos: um relógio, que ela tanto queria (e não vai mais precisar usar o que estava quebrado, só pra parecer bonitona na rua)!
Comemos até sair rolando, o que descobri que é realmente um mal de família. Uma tarde de domingo que, quando cheguei em casa, chorei de felicidade de abraçar as duas!E comemos o resto de bolo de cenoura que ela tinha feito pro meu primo que ia em casa… e não foi. Valeuzasso, Biel!
ps: tava meio em dívida com a família, certeza…
Das poucas comunidades negras e quilombolas que existem no Brasil, parei em Curiaú. Um dos líderes da comunidade, há mais de 15 anos, é o Seu Joaquim. Só de olhar nos olhos dele há de se perceber tantas histórias boas, daquelas que seus avós contariam numa tarde de chuva, comendo bolo de fubá. E eu adoro ouvir histórias…ali era o local.
De como foi formada a comunidade, de como ele cresceu, dos costumes crendices. E das crendices, uma coincidência: o santo padroeiro da cidade é o mesmo nome dele, São Joaquim. De tantas coisas que ele ensinou, o que me deixou de cara no chão foi “rezar” uma missa em latim.
Dali, ele explicou como era a produção da farinha de mandioca. E que, para os leigos, tem uma grande diferença da macacheira – essa sim a gente frita, cozinha e come com cerveja. Não é só um regionalismo barato. Vai comer mandioca frita pra ver se vc não morre?
E ele contou toda sua vida, sem ser interrompido pelos milhares de flashes em seu rosto. Deu pra ver também toda emoção de como foi a criação dos filhos, de como ele lutou pela Vila dele. Na hora de ir embora, ele me deu um abraço tão tão tão apertado que eu chorei; falei que ele era um guerreiro! E ele chorou….e tomamos uma gengibirra pra dançar marabaixo!
