Casa própria

De repente, um sonho que parecia ser mais do que distante, agora já é realidade e tem mais de 20 andares. Compramos (estamos no processo de) nosso apartamento e em alguns meses, ele será entregue. Vou deixar o blog para esses momentos de novidade: deixar uma casa, na qual moro com a minha mãe/vó e partir para um apartamento menor, sendo praticamente dona de casa.

Minha experiência em ser dona de casa se resume a… a guardar minhas roupas quando eu chego em casa. Às vezes nem isso! (vai me condenar agora????). Ou em alguma viagem cozinhar o trivial, limpar o lugar, arrumar a cama. Faço mais coisas quando estou fora, fato!

Fiquei 1 mês morando fora e tive que lidar com essas coisas: lavar e passar! Se existe algo mais chato e complexo que lavar e passar roupa, me indiquem para que eu possa me preparar. Separar cores e tecidos diferentes, saber quantidade de sabão em pó. Manchar as primeiras roupas, lógico! E depois passar. Tomar cuidado para não passar o ferro quente nas estampas, regular a temperatura para certos tipos de roupas. Roupas íntimas serão lavadas por seus respectivos DONOS! :)

Bom, o Porta Treco passou por várias fases da minha vida: dos meados da minha vidana faculdade, histórias da infância, convivência com família, desabafos, indiretas mais diretas possíveis, amores que se foram… discuti meu horóscopo e dei até a receita para o dia passar mais rápido. Cheguei nos 27 anos com planos de morar com o Ricardo (Salsa) e vou relatando aos poucos como vai ser essa experiência mais insana das nossas vidas. Mais cara também e mais gostosa do mundo!

 

Deixe um comentário

Arquivado em Nova casa

Força interior

Não gosto de mostrar minha dor pra ninguém. Minhas fragilidades, sim. Minha dor, nunca. Mas só achei esse modo de homenagear uma das pessoas mais guerreiras que eu conheci na vida. Minha tia lutou por cerca de 2 ou 3 anos – não me lembro bem – com um câncer no pâncreas. Lembro exatamente que recebi a notícia com a mala pronta para uma viagem de dias no meio do nada e que a expectativa de vida dela era de poucos dias. Deixei tudo sobreavisado e qualquer emergência saberiam me encontrar.

Entre indas e vindas, a viagem que ela sempre me apoiou a fazer: conhecer o Canadá. E ela tinha planos de fazer o mesmo junto com minha mãe, em breve. Sempre me perguntava do trabalho, da vida. Nunca deixamos de lado os lanches da tarde que meu tio (seu marido) fazia questão de tomar conosco. As conversas para colocar juízo, mais na cabeça da minha mãe do que na minha.

Era minha tia que vivíamos brigando juntas com a balança, com as finanças. Que me deu aulas de reforço de Matemática durante as tardes livres. E que fazia o melhor salgadinho de pizza do mundo. De tempos para cá, ela foi lutando contra essa doença maldita sem perder as esperanças, sem perder o apoio da família, que vinha do Canadá também para cuidar e fazer companhia.

A última lembrança que eu vou ter não será das dores massacrantes que ela sentia, nem da aparência abatida e amarelada. Vou lembrar da gargalhada que ela deu quando eu quebrei a cama da mãe dela, há cerca de um mês. É disso que vou me lembrar para o resto da vida.

Descansa em paz, minha tia guerreira!
Amo você.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem-categoria

Batom vermelho? Eu? SIM!

De sexy, nada tive na adolescência. Nada mesmo.

Mas aí a gente cresce né? Compra roupa que realça as melhores partes do corpo, conhece os tratamentos estéticos, busca tutoriais de cabelo e maquiagem para não ir sempre com o cabelo igual nas festas. Quer seguir tendências da novela, da coleção de esmalte que saiu, tem em seus favoritos do navegador vários blogs de moda. É, comigo não é diferente.

Mas radicalizei! Quis radicalizar.

Conversando com uma amiga, ela viu uma foto minha maqueada e disse que faltou alguma coisa… UM BATOM VERMELHO. Meu Deus do céu, como assim um batom vermelho? “Bru, precisa destacar. O olho estava lindo e a boca ficou apagadinha! Vermelho, vai na minha”. E me indicou o batom Russian Red, da MAC. No dia seguinte, estava caminhando feliz e cantante pelo shopping e dei de cara com a loja. E já fui pedindo e experimentando o tal batom vermelho.

~~~~~~ Gente, olha o tamanho da minha boca, que medon… É, acho que gostei! Fica legal com um vestido, uma maquiagem bacana!~~~~~~

Pronto, apaixonei.

Comentei com outra amiga sobre a paixonite aguda. Mas concordei com ela: 80 reais em um batom não me satisfez em nada e o sonho quase ruiu! Até que ela disse que comprou um ótimo por 8 reais. E fiz ela ligar para a irmã dela na hora buscar um para mim (irmãs Zukauskas, suas lindas, vocês não tem ideia da ansiedade que eu tô de passar o vermelhinho!).

Agradecimento também pra Fê Curti, que me fez ficar encucada com o batom! ;)

Deixe um comentário

Arquivado em Sem-categoria

De uma história incrível de vida

Tinha quase 1h30 antes de embarcar para Fortaleza – a trabalho – e fiquei andando pelo aeroporto de Viracopos. Ali, como em nenhum outro aeroporto, não tem muita diversão e entretenimento. A não ser que você queira gastar o seu 3G, ou pagar para ter wi-fi e ficar na internet esperando as horas correrem. Mas sei dois lugares que amo visitar antes de voar: o freeshop, que tem do lado de fora – para conferir as maquiagens – e a livraria (que não lembro o nome). Ali eu tinha certeza que passariam minutos sagrados como se fossem segundos.

E foi assim mesmo.

Entrei na livraria e além de querer comprar todos os livros e revistas e ter certeza que não tenho tempo para eles – fiquei vendo o livro de uma pessoa muito querida por mim e por todos do meio dele: Rodrigo Raineri. De cara, me emocionei demais com a dedicatória ao Vitor Negrete (que faleceu junto a ele ao escalar o Everest) e a jornalista Sueli Rumi, uma mulher incrível que faleceu em 2009. Boa parte do tempo que passei no Webventure, aprendi muito sobre o montanhismo, sobre os ataques aos inúmeros cumes, histórias de superação e também de muito desespero. E o Raineri passou por muitas histórias marcantes na vida.

Perdeu o amigo em 2006. Ele desistiu de subir por se sentir mal e Vitor seguiu – e morreu a 8.300m de altitude no Everest. Recolheu os pertences do amigo e retornou, só deixando uma mensagem de paz a Vitor, que foi enterrado na própria montanha, como era seu desejo (vale pesquisar bem a história do montanhista que fez muita história).

Mas Rodrigo se recuperou, seguiu a vida. Escalou o Everest ao lado do Eduardo Keppke e quer subir novamente: e descer voando. Isso mesmo! Além disso, da última vez que o entrevistei, ele estava se preparando para a sua primeira corrida de aventura. São incríveis as histórias que ele tem para contar. Eu o admiro por toda sua superação, autocontrole (de chegar a 400 metros do cume e não prosseguir), pela boa pessoa que é. Sou eternamente grata pela oportunidade de ter entrevistado esse cara incrível. E que me fez escorrer algumas lágrimas antes de viajar.

E quase perdi o embarque!

1 comentário

Arquivado em Sem-categoria

Vida de garota apimentada

Hoje uma amiga postou uma foto das Spice Girls. Eu comecei a rir sozinha. Logo em seguida, choveu comentários sobre coreografias, músicas favoritas, momentos ~vergonha alheia~de algumas. E abri o YouTube, fiz a seleção e cá estou, escutando algumas músicas e fazendo alguns passinhos – possíveis né, estou sentada numa mesa, trabalhando – tímidos, relembrando todas as coreografias.

Lembrei também que eu tinha um álbum de coleção de cards delas. Eram como se fossem cartões postais das Spice, mas só eu tinha e realmente eram caros. Não eram figurinhas, né? Na escola tinham concursos de talento e as meninas da 6ª série se apresentaram como Spice Girls. MORRI DE INVEJA e falei que foi ruim pra todo mundo. Foi mesmo, mas botei pilha…

Comprei um Keds, era moda. Mas não o Keds tradição, fininho (pensado bem agora, eu teria um Keds hoje). Era um Keds plataforma, igualzinho ao que elas usavam nas apresentações. O delas era mais alto, mas já me contentava. E era feio! Mas parei por aí na questão figurino delas.

Lembrei que quando a Globo anunciou o show delas depois do Fantástico, programei a semana inteira para aquela noite. Fita VHS no vídeocassete, dormi a tarde para ‘aguentar’ até tarde, fiquei vidrada. E decorei todas as partes de coreografia que não sabia, pois nos clipes não passavam. E quando passou o filme? Acho que se passar até hoje eu assisto!

É, eu era fã de Spice Girls!

 

Deixe um comentário

Arquivado em Sem-categoria

Obrigada, Playcenter

Eu ó estive no Playcenter aos 11 anos de idade. Minhas amigas TODAS já tinham ido, minha mãe não deixava e eu sempre desdenhava falando que não gostava. E morria por dentro no dia seguinte escutando as histórias. Em 1996, na sexta-série, era a carta de alforria. Ia colocar a melhor peça do uniforme – que tempos depois virou parte do meu pijama, e era uma delícia – e partir para a excursão. E tudo era novidade, até as filas insuportáveis; assim como ter que amarrar a blusa na cintura porque molhou a bunda no Splash e não tinha os ‘macetes’ pra não se ensopar inteira.

Eu era cagona. Deixei de ser: fui diversas vezes em todos os brinquedos, menos no Sky Coaster né, porque a fobia de queda livre é eterna. Emoção era tipo Turbo Drop, Tornado, Looping Star, Boomerang… Noites do Terror. E sempre fui a favor do Playcenter na batalha contra o Hopi Hari.

Esses dias, saiu a notícia que o Playcenter vai fechar as portas. Já era mais do que hora disso acontecer, e ninguém nega. Já teve de tudo por ali, além de shows e etc. Mas todos sabiam da precariedade da parque, e que em certos momentos, deixava de ser diversão e passava a ser ‘dor de cabeça’, chatisse, lotado… O adjetivo negativo que quiser. Nunca mais fui ao Playcenter depois de ter saído da escola, de ter passado vergonha da camiseta ter ficado transparente bem na frente do meu flerte que mandou um ‘tá molhadinha hein’ (sem ver maldade nisso); de ter me divertido demais com azamiga!

Obrigada, Playcenter!

2 Comentários

Arquivado em Sem-categoria

Jogos Mundiais de quem?

A mídia tem dado um destaque interessante aos nunca falados Jogos Mundiais Militares, que teve sua última edição realizada na Índia. Jogos interessantes, voltados para um público tão rechaçado no dia-a-dia – alguns, talvez, idolatrados. Dilma fez discurso, Pelé acendeu a pira olímpica, tudo o que manda o cerimonial de abertura de um evento esportivo, tal qual acontecerá em 2016 – assim esperamos.

Este ano, a delegação nacional conta com 268 atletas. E aí e que mora o grande problema destes jogos. Ontem acordei de manhã e vi um time profissional de vôlei jogando contra os Estados Unidos. E parei para assistir achando que realmente era um campeonato internacional da Seleção Brasileira B disputando o título: ledo engano.

Lembro-me vagamente de ter visto alguns atletas de ponta fazendo treinamentos em quartéis, como o Diogo Silva, do taekwondo, que teve que raspar a barba e tirar os dreads malucões. Porque para aqueles que já fizeram o Tiro de Guerra ou são envolvidos nisso, sabem muito bem as normas que devem ser seguidas.

Mas voltando ao jogo na TV. A seleção norte-americana era típica de universidade – ou que simplesmente não tinha uma rotina de treinos absurda; meninas que usam fitinhas com a bandeira norte-americana amarradas no cabelo, e não são típicos de jogadoras de voleibol (sim, sabemos diferenciar o que cada mulher joga de acordo com a forma que prende o cabelo). E logicamente, tomara um pau da seleção B do Brasil, que contava com Waleskinha, Ana Cristina, Monique… Jogadoras de Superliga. Times de ponta! Placares do tipo 25×4, 25×7.

Pera um minutinho aí! Que eu saiba, essas jogadoras são profissionais, nunca tiveram obrigação de prestar serviços militares e o que cazzo estão fazendo ali? Pelo que bem sei, jogar voleibol profissionalmente faz as pessoas abdicarem até de estudar, quanto mais prestar serviços militares. E talvez até mesmo recebendo por isso.

Mas aí chega a informação: todos os atletas, tirando os que são militares de fato, foram condecorados a 3º Sargentos Temporários (ou provisórios). No time feminino de vôlei, somente uma realmente segue a carreira militar: a líbero reserva! E essa enganação entre os atletas se espalha para as outras modalidades, tipo Sgt Joanna Maranhão e Sgt Fabíola Molina.

***

Tudo isso para deixar bem claro que a minha crítica pode ser errada quanto a alguns atletas, que realmente seguem a carreira militar, mas que misturados aos outros, acabam não tendo o ‘brilho’ eu deveriam em seus próprios jogos.

O Brasil, juntamente com todas as comissões responsáveis pela organização dos jogos, quer mostrar competência e, sendo sede, domínio em todas as modalidades. Precisa mesmo? Talvez, para quem está de fora isso deve ser realmente importante. Mas os brasileiros sabem o quanto o país é despreparado para qualquer coisa, principalmente eventos de grande porte. Resultados não vão mudar absolutamente nada, a não ser para aqueles que não sabem a forma como ou por quem são conquistados.

Ao longo dos tempos, somos surpreendidos com notícias relacionadas a doping, e raramente (mesmo sabendo que existe muito mais por aí), casos de atletas irregulares, os ‘gatos’. Sim, os jogos militares são um exemplo de “gato permitido”, um cargo dado apenas para aquelas pessoas que farão o seu trabalho dentro das quadras/ campos/ pistas/ piscinas e no final, para eles, será mais uma competição no currículo. Eles saberão, após isso, manejar uma arma, atirar, sabem como é o dia-a-dia de um quartel. E só. E escancarado mesmo com o intuito de “fazer uma performance expressiva”.

E tenho certeza mais do que absoluta: dos 268 atletas dessa comissão, mais da metade nunca defenderá o país fora de seu ‘habitat natural’: as quadras/ campos/ pistas/ piscinas.

* O espaço é aberto para críticas, tira-dúvidas, pessoas concordando e discordando! Qualquer comentário que considerar ofensivo, ou do gênero, será deletado imediatamente.

2 Comentários

Arquivado em Esporte