Jogos Mundiais de quem?

A mídia tem dado um destaque interessante aos nunca falados Jogos Mundiais Militares, que teve sua última edição realizada na Índia. Jogos interessantes, voltados para um público tão rechaçado no dia-a-dia – alguns, talvez, idolatrados. Dilma fez discurso, Pelé acendeu a pira olímpica, tudo o que manda o cerimonial de abertura de um evento esportivo, tal qual acontecerá em 2016 – assim esperamos.

Este ano, a delegação nacional conta com 268 atletas. E aí e que mora o grande problema destes jogos. Ontem acordei de manhã e vi um time profissional de vôlei jogando contra os Estados Unidos. E parei para assistir achando que realmente era um campeonato internacional da Seleção Brasileira B disputando o título: ledo engano.

Lembro-me vagamente de ter visto alguns atletas de ponta fazendo treinamentos em quartéis, como o Diogo Silva, do taekwondo, que teve que raspar a barba e tirar os dreads malucões. Porque para aqueles que já fizeram o Tiro de Guerra ou são envolvidos nisso, sabem muito bem as normas que devem ser seguidas.

Mas voltando ao jogo na TV. A seleção norte-americana era típica de universidade – ou que simplesmente não tinha uma rotina de treinos absurda; meninas que usam fitinhas com a bandeira norte-americana amarradas no cabelo, e não são típicos de jogadoras de voleibol (sim, sabemos diferenciar o que cada mulher joga de acordo com a forma que prende o cabelo). E logicamente, tomara um pau da seleção B do Brasil, que contava com Waleskinha, Ana Cristina, Monique… Jogadoras de Superliga. Times de ponta! Placares do tipo 25×4, 25×7.

Pera um minutinho aí! Que eu saiba, essas jogadoras são profissionais, nunca tiveram obrigação de prestar serviços militares e o que cazzo estão fazendo ali? Pelo que bem sei, jogar voleibol profissionalmente faz as pessoas abdicarem até de estudar, quanto mais prestar serviços militares. E talvez até mesmo recebendo por isso.

Mas aí chega a informação: todos os atletas, tirando os que são militares de fato, foram condecorados a 3º Sargentos Temporários (ou provisórios). No time feminino de vôlei, somente uma realmente segue a carreira militar: a líbero reserva! E essa enganação entre os atletas se espalha para as outras modalidades, tipo Sgt Joanna Maranhão e Sgt Fabíola Molina.

***

Tudo isso para deixar bem claro que a minha crítica pode ser errada quanto a alguns atletas, que realmente seguem a carreira militar, mas que misturados aos outros, acabam não tendo o ‘brilho’ eu deveriam em seus próprios jogos.

O Brasil, juntamente com todas as comissões responsáveis pela organização dos jogos, quer mostrar competência e, sendo sede, domínio em todas as modalidades. Precisa mesmo? Talvez, para quem está de fora isso deve ser realmente importante. Mas os brasileiros sabem o quanto o país é despreparado para qualquer coisa, principalmente eventos de grande porte. Resultados não vão mudar absolutamente nada, a não ser para aqueles que não sabem a forma como ou por quem são conquistados.

Ao longo dos tempos, somos surpreendidos com notícias relacionadas a doping, e raramente (mesmo sabendo que existe muito mais por aí), casos de atletas irregulares, os ‘gatos’. Sim, os jogos militares são um exemplo de “gato permitido”, um cargo dado apenas para aquelas pessoas que farão o seu trabalho dentro das quadras/ campos/ pistas/ piscinas e no final, para eles, será mais uma competição no currículo. Eles saberão, após isso, manejar uma arma, atirar, sabem como é o dia-a-dia de um quartel. E só. E escancarado mesmo com o intuito de “fazer uma performance expressiva”.

E tenho certeza mais do que absoluta: dos 268 atletas dessa comissão, mais da metade nunca defenderá o país fora de seu ‘habitat natural’: as quadras/ campos/ pistas/ piscinas.

* O espaço é aberto para críticas, tira-dúvidas, pessoas concordando e discordando! Qualquer comentário que considerar ofensivo, ou do gênero, será deletado imediatamente.

2 Comentários

Arquivado em Esporte

365 dias que valem por um milhão!

Eu apaguei mensagens sem querer. Ora, quem nunca fez isso? Nesse minuto, mandei uma mensagem desesperadora e a resposta foi “Fica tranquila, vamos trocar tantas mensagens ainda que o celular não vai ter memória suficiente”. Dito e feito. Ontem comecei a reler mensagens de 24 de fevereiro deste ano, e dentre as idiotices e bons desejos diários , só pude perceber que nada mudou, desde 9 de julho de 2010…

… 2010 você pode buscar aí no arquivo do blog.

Pois é, um ano se passou. Da viagem mais importante em anos-luz da minha vida, em todos os sentidos. Um deles é especial e nem preciso dizer qual deles é, certo?

Quebramos a barreira de um ano! A mesma que parecia impossível em alguns momentos já tinha dado a certeza de que um ano seria multiplicado em vários anos. E desses 365 dias, a gente tem que somar mais ou menos 7 anos de convivência, bares, brincadeiras, conversas sérias… E isso faz com que esse lance de relacionamento seja fácil e bem simples.

Eu só tenho a agradecer essa simplicidade. De poder passar um fim de semana inteiro num sofá vendo a programação completa do campeonato russo de peteleco, fazer dancinhas idiotas na frente da TV, esquecer os copos e beber vinho no gargalo mesmo. Essa e tantas outras coisas tão mais simples que só conquistam  a cada dia.

Obrigada, amor, Ricardo Fener, por ser essa simplicidade misturada em pessoa que me conquista todo santo dia! Amo você e sim, você sabe que é sempre.

<3

1 Comentário

Arquivado em Namorado

Silêncio em volta do telefone

Quando éramos pequenos, passávamos vergonha quando nossos pais iam nos buscar na escola. Eu não tive muita escolha, porque a Dona Rosa dava aula no mesmo colégio que estudei por anos. Logo, ela já virou amiga da galera e tudo bem. No clube, a mesma coisa, ela sempre fez questão de me buscar e nunca tive problemas com isso.

Só uma vez que eu tive a maior vergonha do mundo, quando no alto dos meus 15 anos ela foi me buscar dentro da festa que eu estava, porque não atendia o celular. Sim, ALI SIM desejei um buraco!

Mas hoje minha mãe me fez passar vergonha. Não tão grandiosa quanto o resgate na festinha, mas que me fez falar olhando pra todos os lados para ver se tinha alguém me vigiando.Pelo telefone, Rosa chama:

_ Bru, me ajuda a fazer umas perguntas para o evento?
_ Ajudo, o que foi?
_ O que é meteoro?
(e lá fui eu pesquisar no Google e explicar)

Vale deixar claro que a sala que eu trabalho é um silêncio total. Só perde pra igreja em dia de semana.

_ Legal, valeu filha!
_ Mais alguma coisa? (MALDITA HORA QUE EU ME TORNO UMA FILHA PRESTATIVA)
_ Ah, qual o nome do filho do Fábio Jr.?
_ Fiuk? (eu me odeio por saber, mas não tem como né)!
_ DIUK?
_ Fi… com F de faca!
_ Ah, e ele faz sucesso em qual banda??
_ Ele tem banda?
_ Bom, além dele, desses que a garotada gosta, tem Fresno, NX Zero e mais um lá… colorido.
_ restart
_ COMO?
_ rsssssssssssssstarrrrrrrrt (tentando disfarçar a voz)
_ Ahn?
_ Ah, eu mando por SMS!

(nisso, a sala inteira olhando pra minha cara com olhar de “ela é fã, deixa ela”). Ia explicar, mas deixa todo mundo achando que sou super fã de Restart!

Deixe um comentário

Arquivado em Sem-categoria

Educação em atos

Ir ao cinema me faz querer alimentar a indústria da pirataria. Principalmente aos finais de semana e feriados nacionais, que o shopping tornam-se a grande atração da cidade. Tem momentos que eu me questiono se eu estou velha, ou se as pessoas estão mongóis demais, principalmente os amigos jovenzinhos, que escutam funk no celular. Isso, aqueles que fazem do tudo para que todos olhem a melancia no pescoço…

É um alerta a sociedade: evite o cinema aos feriados, caso você seja como eu, irritada com o comportamento das pessoas.

###

Salsa e eu resolvemos ir assistir Rio 3D e logo de cara evitamos a fila gigantesca para comprar o ingresso no guichê do cartão de crédito. E obrigada Claro Clube por me proporcionar duas meia-entradas pós-estudante até julho, afinal R$ 23,00 num ingresso de cinema não tá pra qualquer um.

O local influencia: fomos ao Grand Plaza, local bem frequentado por jovenzinhos esquisitos. Muito esquisitos. Esquisitos pra cacete! Juro mesmo, nada contra até o momento que mexe comigo, seja esquisito o quanto você quiser!

Entramos no cinema, a fila era pequena, mas logo o cinema lotou. Sentamos no fundo e um casal, atrás da gente, não parava de falar. Lógico, o filme não tinha começado, altamente permitido. Mas ficar falando “Aaah, e não vão apagar a luz?”.
_ Não, e ainda vão colocar uma lanterna na sua cara! (pensei)

O filme começou e a conversinha continuou. Mas como disse o Fener, “quando um burro fala, o outro abaixa a orelha”. Chegou um casal de burro e sentou ao nosso lado. O filme ERA DUBLADO e o casal resolveu contar o seu dia especial no shopping na hora que sentaram confortavelmente na poltrona de 23 reais.

O fato é que o singelo rapaz usava aquelas coroas de papelão que o Burger King dá para as CRIANÇAS.

E o papo rolando, até que em um momento do filme aparece a Arara voando de asa delta:

_ cara, eu já voei com isso daí, é muito louco e blablablablabla [a cena já tinha trocado]

“LEGAL”, foi o que eu disse virada para ele, com a paciência já bem esgotada, e com a minha melhor cara de irônica, que pode ser vista até dentro do cinema. Mas ele continuou, e resolveu tirar a coroa especial dele E COLOCAR EM CIMA DO MEU BRAÇO!

Eu rasguei e mandei ele enfiar no rabo. Não falei isso pra ele, mas falei pro namorado.

Eu gentilmente me mexi na cadeira e comecei a colocar aquela jóia rara na cadeira dele, que ficou me olhando com cara de paguá (que saudades de falar paguá). Desejei o fim do filme breve, pq logo depois disso achei que a acompanhante do menino estava gorfando, e até recolhi a perna. Mas não! Ela falava ao celular…

Fim do filme, e vi o paguá com a sua coroa real indo embora… Fim do ato 1.

###

Filme e casa de volta. No caminho, indo pagar o ticket do estacionamento, um taxi estava parado quase na calçada, embarcando uma pessoa que tinha acabado de colocar as compras do mercado no porta-malas. Mas o carrinho precisava ser levado a 20 metros do carro.

Lógico, é mais fácil deixar ele no meio da calçada, justamente onde estávamos passando, no mesmo segundo. Para desviar do caminho, passei por cima do carro empurrei o carrinho e falei “mesmo pq aqui é lugar de carrinho de mercado”. Segui andando, pq o taxista não deu a mínima. Fim do ato 2, final.

2 Comentários

Arquivado em Dia-a-dia

Cara nova

Hoje resolvi rever alguns posts da minha vida nesse blog, que já soma 3 anos! Já passei por loucuras, teorias baratas, conversas durante a tarde, amores e desamores.

Mas 2011 tá aí, com tanta coisa boa acontecendo. Nada melhor que dar uma bela geral no que a gente gosta, ou seja, meu blog. Alguns posts foram tirados do ar, outros relidos com muito carinho, junto com os comentários que foram deixados.

O blog segue firme e forte. Mesmo que o firme e forte seja um post por mês…

=)

Até!

2 Comentários

Arquivado em Sem-categoria

Uma homenagem

Um post pra dizer que temos um amigo:

… tão guerreiro quanto o Arqueiro Assírio, os 300 de Esparta, o Samurai Japonês
… tão forte quanto o Super Homem, Batman, Hulk, The Flash
… tão corinthiano quanto eu, vc, membros da Gaviões da Fiel, Estopim, Camisa 12 e afins
… tão batalhador incansável!

Ele conquistou a glória. E conseguiu conquistar vários outros seguidores na busca sem fim, que um dia terá fim.

Obrigada, Monça!
(pelo exemplo, pela pessoa, pelas risadas, pelas amizades sensacionais que fez)

Deixe um comentário

Arquivado em Sem-categoria

Nota escrita

Devo estar paranóica, esqucida, maluca ou com uma necessidade impressionantemente absurda de não esquecer absolutamente nada. Nesse caso, minha vó chegaria e mandaria um “Vc tá precisando comer mais ferro, tá esquecida demais pra sua idade”. Tô num caso que, se precisasse, anotaria na agenda: tomar café, não esquecer de ir ao banheiro…

Tô louca!

Mentira!

Mas a verdade é que me peguei com a minha agenda diária, com os afazeres do trabalho, misturado com to do list da vida fora trabalho, aniversários, datas importantes e anotações malucas que, depois de um tempo, fico tentando desvendar o motivo da anotação. E não cansada de ter um caderno físico, fiz uma agenda no maldito Google Calendar – exatamente com as mesmas anotações de to do! (ia ser o cúmulo anotar online as anotações avulsas).

Só um registro pra avisar que não vou esquecer nada mais… só enquanto eu to conversando, que eu perco a linha de raciocínio mesmo.

 

Grata pela compreensão.

Deixe um comentário

Arquivado em Da caxola

Natação, não!

Eu odeio academia, como 89367569 brasileiros espalhados por aí. Mas precisei respirar fundo, aproveitar um desconto, queimar umas gordurinhas (que são bastante) e encarar os aparelhos. Fui semana passada fazer minha matrícula e o rapaz que deveria fazê-la não estava lá. Era um sinal divino!

Mas depois não tive escolha, e em plena segunda-feira, dia da minha preguiça mor, saí do trabalho e fui para a bendita. E o trânsito na região já nem estava tão complicado, mas era chato demais dar a volta e estacionar. Resolvi então parar o carro no mesmo local que parei da outra vez – até então, achava que era uma empresa de cloro.

Sorri pro moço que estacionava ao lado e saí do carro, mas ele não entrou na ‘fábrica de cloro’, vulgo academia de natação (a minha fica do outro lado da rua). E me liguei que o rapaz era manobrista da tal academia, e tinha roubado uma bela vaguinha. Eu fiquei super sem graça e decidi entrar na academia, para pegar “informações”:

_ Oi, vim ver aulas de natação pro meu irmão, de 17 anos [risada interna]
_ Ele já sabe nadar?
_ Já sim…

(… 20 minutos, depois de eu conhecer a academia toda)

_ Bom, obrigada, vou entregar o material de vcs pra ele!
_ Esperamos a visita de vcs!

Saí falando ao celular, avisando meu ”irmão’ (filha única, aloooow) que tinha achado uma escola de natação e que agora ia ver a academia para mim. E sim, lá fiquei por mais de 20 minutos esperando ser atendida por um cara meio sem educação, diferente da Dilza, que me atendeu na outra escola.E assim como academia, detesto natação [relembro minha primeira competição, que nadei na largura da piscina, era a mais velha e parei no meio da prova pra respirar].

Na hora de ir embora, umas 18h40 e o trânsito pegando e eu dando tchauzinho e obrigada ao manobrista. The Oscar goes to…

3 Comentários

Arquivado em "Historinhas"

Choque de realidade feminina

Este post é dedica a vc, menina – mulher, a partir dos 12 anos de idade. Pode ser que, a partir deste momento, sua vida mude para sempre ou vc tenha um choque de realidade de vários volts. Ou não, e ache esse post uma porcaria e nunca mais volte ao blog.

Existe um choque de realidade ao passar dos 25, ou antes. Vou falar uma coisa óbvia: o mundo não é igual ao que vc imaginava quando tinha seus 10 anos de idade. Eu sonhava que no ano 2000, teríamos carros iguais ao dos Jetsons, que aos 25 anos de idade eu seria uma empresária de suceso, só usaria saias sociais, camisa e salto alto, frequentaria a academia e estaria casada e com dois filhos. AOS 25! Além de ter meu apartamento, ter ganhado na Sena (não existia a Mega), viajado bastante.

Acho que de tudo o que pensei na vida, o “viajar muito” e a saia social – recém adquirida – são as únicas opções que se encaixam. Talvez, na época de nossas mães, os planos até aconteceriam. Queimaram até sutiãs para isso! Mas a realidade é, de fato, bem diferente.

Hoje estou nos meus 25 anos (e um pouco mais de meio), sou uma jornalista por formação trabalhando com marketing, viajei boa parte do Brasil graças ao meu antigo trabalho, conheci e me apaixonei pelo Canadá, namoro a pessoa que eu vou casar em algum tempo, tenho um Celtinha – que preciso vender, quem tiver interesse, grita – ainda moro com minha mãe e minha avó, não tenho filhos, e infelizmente não ganhei a bolada milionária da Mega Sena.

Triste.

Mas ontem, durante uma conversa no almoço, me perguntaram: “Quando vc vai casar?”. Respondi genericamente, daqui um ou dois anos, talvez mais. No almoço de domingo, reunindo as sogras, a pergunta foi “Quando vêm os filhos?” – OS, no plural.

Pára o mundo!

Terminei o colegial com 17 anos, não passei no vestibular de primeira, era uma das mais velhas na classe no alto dos meus 18 e meio, fiquei pouco tempo desempregada (graças a Deus), trabalhei (e trabalho) sempre muito longe da minha casa. Nada era do jeito que eu pensava aos 12 anos. Rolam imposições da sociedade, da família, dos amigos em relação a certos assuntos, que por um momento nos fazem sentirmo-nos uns merdas.

Esquece…

Então, boa sorte quando chegar aos seus 25. Viva com os seus 25 anos de verdade, da forma que lhe é oferecido. Pode ser que nessa idade, vc esteja começando uma faculdade, ou já tenha um filho, esteja solteiro(a). Esquece todos os sonhos, de verdade. Mas viva o sonho verdadeiro! Eu quase nem to acreditando no meu, de tão feliz…

1 Comentário

Arquivado em Sem-categoria

Coméquié?

Se eu achei a tampa da minha cumbuca, eu não tenho dúvidas – e sim, ela estava MUITO mais perto do que eu imaginava! Mensagens de celular, conversas durante a noite toda e ver O Melhor do Brasil com o bizarro do Rodrigo Faro imitando o Alexandre Pires comprovam isso. Tá, não vou ficar contando as coisas bizarras pq um post desse ilustre e quase não-esquecido blog não seria suficiente. São 7 anos, quase 7 meses.

Tá, mas fato é que nossos diálogos sempre têm erros de grafia de palavras incorretas, lição aprendida nos tempos de faculdade talvez para quebrar o paradigma do Jornalismo correto. E isso segue entre os amigos, até na conversa do almoço – almosso com dois ésses!

Mas o diálogo de hoje não teve nada a ver com grafias diferenciadas. Em uma troca de mensagens entre São Bernardo do Campo e Alphaville:

_ Tem um gato arranhando a minha goela.
Disse eu, me referindo à um incomodo na garganta, que não dói e nem nada.

Pausa dramática. A mensagem de volta demorou, mas chegou.

_ Come um dog! Rá.

 

Preciso terminar?

1 Comentário

Arquivado em Namorado

Dos bons desejos!

Eu sei que eu sumi, que muita coisa aconteceu e não contei aqui. A falta de tempo nesses últimos tempos, misturada a uma reforma na casa, uma viagem maluca pra Chapada Diamantina e outra para Orlando… além de uma mudança radical para 2011. Mas venho aqui contar sobre 2010, depois de fazer uma micro-retrospectiva (puta palavra difícil) ontem, conversando com o namorado.

Foi mais um ano de muito trabalho, muitas viagens malucas que muitos dos amigos escutavam e desejavam estar. Mal sabiam… As tradicionais ciladas, as viagens animais em lugares lindos. As últimas deixaram histórias para contar: Chapada Diamantina (de novo), com uma semana dormindo em barraca, chuva, gringos e saudade! E Orlando, lugar que eu tinha ido aos 15 anos de idade e tive oportunidade de voltar.

Mas é papo para outro post!

Se eu pudesse repetir 2010, o faria! Teve muita dor de cabeça, muito trabalho; mas também realizei coisas tão importantes que não saberia se caberia em um ano. E só tenho a agradecer, talvez à minha família por ter apoiado as maluquices;  ao meu ex-chefe pelas folgas e pelo salário que me permitiu pagar tudo e ainda ter dívidas. A todos mesmo!

Obrigada 2010 também por ter mudado as coisas e recolocado uma pessoa tão especial ao meu lado, e tudo indica que ele grudou com Super Bonder. Vou contar que essa pessoa me faz um bem tão grande que ela sabe de cor e salteado isso, né Fener!!! Obrigada, Canadá!

Família com saúde, Donas Rosa inventado moda como sempre.Obrigada também especial pelos meus amigos, Pola, por ter passado por uma barra terrível esse ano e saído da mesma com louvor e muito trabalho. Boa Amigão! Obrigada 2010 pelo Corinthians, que apesar de não ter levado muita coisa, fez 100 anos e isso é importante, porra!

2010 também me recheou de amigos importantes, e que seria até covardia tentar citar todos eles, mas duas vão representar muito bem essa lista: Lelê e Mari!! E também dos velhos amigos, com vários reencontros da galera do colégio, né Coppini! Saiu! haahaha

E que 2011 seja tão bom quanto 2010. Tudo de bom, e promessa é dívida: colocarei o blog em ordem, me aguardem!

Feliz Natal, em uvas passas na comida! #dicadodia

Deixe um comentário

Arquivado em Amigos

Feito!

Foram exatos 20 minutos, pois eu fiquei esperando em uma sala que não precisava. Me confundi com o lado dos doadores de sangue e a fila era ENORME!

Mas vamos ao assunto: ontem fiz minha segunda parte. Após fazer o que posso em relação à divulgação (e ela continuará), fui ao Hemocentro da Santa Casa de São Paulo doar meus 10ml de sangue para ser voluntária para doação de medula óssea; e de fato, foram exatos15 minutos. E eu preciso confessar: eu sou uma cagona de marca maior em relação à exames, principalmente os que precisam de agulha, pq quando faço exame de sangue, peço agulha para nenê!

Demorei para preencher o folheto que precisa de todos os dados pessoais, além de dois contatos pessoais que possam ajudar em caso de não encontrar você. Preenchida a ficha, retira-se duas etiquetas (não sei se todos retiram, mas quando fui, o computador do local estava com problema) e esperei mais um minutinho para me chamarem e tirarem os dois tubinhos de sangue.

Sentei na cadeira NADA RELAXADA e estendi o braço. E pronto. Não vou falar que não doeu, lógico que você sente a picadinha da agulha, mas logo terminou e pronto. E eu, como não sigo as recomendações, peguei minha bolsa com a mão direita e ainda fui dirigir. Resultado: um roxo no braço.

Um roxo que, se Deus quiser, poderá ajudar alguém!

Deixe um comentário

Arquivado em Sem-categoria

Um pedido especial e de coração

Amigo a gente nunca nega ajuda, se afunda nas tristezas juntos, tomamos porres homéricos, assistimos jogos de futebol. Poderia escrever um milhão de boas qualidades e péssimos defeitos sobre meus amigos aqui, mas não é a hora. Na verdade, venho por meio deste post pedir uma ajuda aos poucos, fiéis (ou não) leitores do Porta Treco para ajudar, seja divulgando, repassando e colaborando com o que vou falar.

Há um tempo, um AMIGÃO, super querido por muita gente descobriu que estava com leucemia. Logo, realizou todos os procedimentos, manteve todos informados via e-mail e até contrariou a ordem médica e apareceu em um aniversário de outro graaaande AMIGÃO!

Mas os tratamentos acabaram não sendo 90 e nem 100% funcionais e nosso querido Monção vai realmente precisar de transplante de medula pra vencer essa batalha. E eu, como amiga, com certeza farei minha parte e além de realizar meu cadastro no REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e sei que muitos também farão e poderão ser solidários nesse momento.

COMO FUNCIONA:
Só precisa ir até um posto de coleta e colher 5 ml de sangue. Em São Paulo, fica na Santa Casa e há hemocentros que podem realizar essa coleta em todo Estado.

REQUISITOS:
- Ter entre 18 e 54 anos
- Estar em bom estado de saúde
- Não precisa estar em jejum
- Não precisa agendar data e horário
- Estar com CPF e RG em mãos

ONDE:
Em São Paulo, o Hemocentro da Santa Casa
Rua Marquês de Itu, 579.
Outras cidades/ Estados: http://www.ameo.org.br/interna2.php?id=18

PEDIDO:
Para os que ficarem por aqui no feriado, aproveitem para fazer essa boa ação não só pelo Monção, mas por várias outras pessoas que precisam dessa ajuda! POR FAVOR

 

Monção, é uma corrida contra o tempo, sabemos, e faremos o possível e o impossível pra vc sair dessa logo! Seja forte como vc sempre foi.

1 Comentário

Arquivado em Sem-categoria

Especial Canadá – o que fazer no tempo livre

Independente do tempo que se tem de viagem e o tempo livre em Toronto, há inúmeras opções de passeios e coisas a se fazer por lá. Como meu amigo Luciano está indo pra lá ano que vem, resolvi tentar lembrar o que é legal (e o que não é) de se fazer no tempo livre. Bom, a pé ou com qualquer outro meio de transporte vc pode fazer várias coisas e viajar por inúmeras culturas nos bairros próximos.

Muita gente reclama do transporte público de lá (o TTC) e, de fato, são precários, mas são ótimas e talvez as únicas opções de meio de transporte, pois no verão o trânsito fica caótico por causa das reformas nas ruas e estradas. ENTÃO, com o ‘bilhete único canadense’, que custa CAN$ 121, é possível fazer quantas viagens quiser, seja de metrô, ônibus ou street car (bondinho que vaga nas madrugadas).

O Salsa e eu tínhamos a tarde toda livre, e todo dia tínhamos que inventar alguma coisa, na companhia do querido Edvaldo, que já estava adaptado à vida canadense. Vamos lá:

- CN Tower: ponto turístico tradicional, paga-se CAN$ 22 se não me engano para subir e fazer as tradicionais fotos do alto de Toronto, e deitar no piso de vidro. E, ao lodo, tem o Rogers Centre, palco dos jogos de futebol “americano” e baseball.

- Rogers Centre: Por fora é bem bacana, tem umas esculturas em bronze no alto! Mas o que vale mesmo é dia de jogo. Com preços acessíveis, vale ver um jogo de baseball lá de cima (setor azul). Mas quem quer economizar, divida a cerveja e deixe para comer fora do estádio. As coisas são beeeem caras mesmo. E quanto ao jogo? Vai entender as regras vendo!

- Bares: Vários, de vários tipos, que servem várias coisas, como por exemplo um que vende asinhas de frango a 10 cents se comprar uma cerveja. O mais querido pela blogueira aqui é o Jack Astor’s. Lá assisti grande parte dos jogos da Copa, e sem dó, tomamos muita Bud para ler todas as frases legais dos copos (assim como as frases das camisetas dos garçons). O clima é bacana e dá pra ficar lá a tarde toda curtindo com os amigos. Na Church Avenue, conhecida como reduto homossexual, os bares também são bem legais.

- O BAR: esse vc passa o dia inteiro. Madison Avenue é ‘hors concours’. Comemorei meu aniversário lá, joguei muita sinuca, dardo, acompanhei os amigos sendo amuleto no pocker, cerveja, nachos, onion rings. O casarão é incrível e, até hoje, acho que não visitamos todos os comodos do local. E é pertinho do metrô!

- Bairros: Chinatown, Litte Italy, bairros Português e Brasileiro, Coreano, Grego. Vale uma visita em cada e principalmente por conta da culinária. Não que eu ache a comida coreana uma delícia, mas quem é exótico pode encarar! Chinatown é lugar bacana pra comprar quinquilharias e souveniers…

- Dundas Street: Vale falar que é a Times Square de Toronto? Então eu falo! Rodeada de prédios lindos, imponentes, espelhados, com vários outdoors e telões coloridos, a Dundas Street é palco de vários shows ao ar livre e eventos abertos, inclusive foi onde os espanhóis e simpatizantes se reuniram para comemorar a Copa. Em volta, inúmeras lojas e a entrada do principal shopping center do Canadá, o Eaton! Valeu um passeio por lá e pelas redondezas.

- Younge Street: Quem anda de metrô por lá sabe que a referência é a “Younge/ Bloor Station, que liga as linhas norte/ sul e leste oeste (amarela e verde, respectivamente). É a maior rua do mundo, com 1.896 quilômetros. Acho que já dá pra ter idéia do que fazer caminhando por lá!E cruza com a Dundas no sentido Sul, onde tem o Eaton (aliás, lá é bem fácil de se localizar em termos de Norte/ Sul)

- Bloor Street: A dica que eu deixo é não caminhar por essa rua nos primeiros dias de viagem . O por quê? Simples, é o reduto das lojas de marca, grifes de roupas e acessórios, além da reunião de todos os bairros em um só lugar. E por mais que vc não seja descolado e nem cool para fazer compras de grife, elas VALEM A PENA. E nessas de valer a pena, foram-se CAN$ 500 em dois dias, com compras úteis, mas CAN$ 500!!!!

- Pier: Indo bem em direção ao sul de Toronto, passando a Union Station, o Air Canada Centre, chega-se ao pier. Um lugar bem bacana para se tomar um café – a este momento vc já está viciado ou tendo repulsa total ao Tim Hortons – e curtindo um dia de sol, sentadinho, tirando foto, conversando cozamigos.

- Boat Party: Geralmente na escola que você estuda, ou ali perto do pier onde saem os barcos para a visita das ilhas de Toronto (e esse passeio deixamos para a próxima vez). O barco leva vc para um passeio de quatro horas, mais ou menos, pelo lago principal de downtown. A noite, a vista da “orla” é maravilhosa e até hoje, espero fotos desse dia, que foi onde caiu a ficha, né Ricardo Fener? =)

- Air Canada Centre: A casa do Toronto Raptors e Toronto Mapple Leafes e de grande parte dos grandes show – perdi Lady Gaga e Black Eyed Peas lá -, o Air Canada fica atrás da Union Station, e acho que rola fazer uma visita monitorada lá dentro. Quando tentamos, não ia dar por conta dos shows.

- Union Station: Parece muito a Grand Central Station dos Estados Unidos, e é um cartão postal da cidade. Ao descer do metrô, vc já dá de cara com uma graaaande galeria, o famoso shopping subterrâneo. E, dependendo de qual rua vc quer sair (eu sempre saía na York St.), a passagem é pelo saguão do Hotel Royal York. É um mix de modernidade e antiguidade.

 

Bom, o que for lembrando, vou acrescentando!

1 Comentário

Arquivado em Sem-categoria

Disputa no trânsito

Após sair da consulta médica, contada aí embaixo, Dona Rosa e eu rumamos para casa, cada uma em seu carro. Idiotas sim, mas cada uma estava em um canto da cidade, era o mais óbvio! Paramos no farol e ela começou a fazer símbolos e gestos para eu olhar em uma loja. Não deu 2 segundos e ela lembrou que tem um aparelho chamado Nextel!

_ Viu o que eu tô falando?

Sem tocar no telefone, respondi com um positivo e uma cara de “oooh cacete, já tinha respondido!”

_ Como vc é chata!
_ Chata é vc, oras! Já tinha visto o que vc tinha apontado.
_ Ah é, vc vai ver eu ser chata!
_ Já não é?
_ Vou ser uma mãe chata, vc vai se arrepneder.
_ Tá, presta atenção aí que o farol vai abrir…
_ Errr, vc vai ver a mãe chata.

E a drama queen baixou na mamãe!

_ Oi!
_ Oi mãe, presta atenção aí na frente.
_ Eu tô prestando, aliás, você já viu suas coisas no banco?
_ TCHAU MÃE!

Bom, sempre que estamos chegando em casa, ligamos para minha vó pra abrir o portão de casa e acelerar o processo (pois já cansamos de tentativas de assalto paradas no portão). Eu fiz um caminho diferente e logo tocou o Nextel abençoado.

_ Cadê vc?
_ Fiz outro caminho pra não ficar parada no farol que nem vc tá agora!
_ Mas eu vou chegar em casa antes de vc!
_ Seu farol tá fechado, santa!
_ Eu passo nele vermelho…  (Ah, o espírito de competitividade)!

Abriu meu farol e chamei ela no rádio!

_Te vejo em casa, tchaaaaau.
_ Filha da mãeeeeeeeeeee!
_ Amém né?

Paro o carro e de repente:

_ Tan tan tannnn [música da F1]. A poucos segundos atrás de vc!
_ Mãe, como vc é idiota! E eu cheguei primeiro…
_  Chata.

Deixe um comentário

Arquivado em Em família, família

O que não soube de infância

E então, resolvi chamar minha mãe para me acompanhar numa consulta médica. Ela sabe minha paciência para esperar o atendimento, então me faz companhia para conversar e, em seguida, passar na casa do pão de queijo mais adorada por essa blogueira fajuta para tomar um café. Bom, companhia teve, menos café! E logo que cheguei, demorou 10 minutos para fazer eletrocardiograma com uma mocinha que, achou que eu era realmente uma ótima ouvinte de estranhos:

_ Menina, é sério! Precisa escolher bem o namorado pra não passar o que eu passei (ia dizer que já havia escolhido e MUITO BEM, diga-se, mas deixei prosseguir)! Ele precisava de um GPS e, pra não comprar nesses de camelô, fui até um shopping com ele e comprei no meu cartão.
_ Ah, legal, e ele gostou?
_ Adorou, mas usou umas duas vezes e me ligou no meio do serviço, dizendo que tinha quebrado, que precisava trocar com urgência. Mas eu não tenho tempo, custava ele ir lá e resolver?
_ E ele não foi, né?
_ Lógico que não! E nem sei mais se troca, pois só fazem trocas após 72 horas!
_ Será? Vê a garantia…
_ Verdade, mas vou tentar né, já que ele não vai lá… Prontinho!

***

E saí da salinha para esperar a consulta do médico. Rindo! Dona Rosa estava empolgada com um joguinho e nem perguntou se estava tudo bem, se eu não tinha sido incomodada, se o coração parou. Logo me chamaram na sala do médico. NOTA: Médicos do Brasil, façam como o Dr. Julio e atendam no horário marcado!

Na salinha, silêncio…

Silêncio.

E mais silêncio! Já tava quase chamando minha mãe pra interagir, mas ela não tirava os olhos do jogo! Enfim, uma palavra.

_ Então Bruna, vc tem 25 anos, está sentindo alguma coisa?
_ Não, só uma consulta de rotina, meus níveis de colesterol e triglicérides são altos e… (logo abri os exames de sangue e o médico arregalou os olhos)
_ Realmente! Vamos lá que eu vou examiná-la!

Queria TANTO ter falado TRINTAETRÊS, mas os cardiologistas nem pedem mais isso, só para respirar mesmo! E sempre nessa hora vc sente seu coração batendo devagar, falta de ar e tudo mais. Voltando pra mesa:

_ Bruna, você já viu em algum exame seu algo relacionado à válvula mitral?
_ OI? COMO É? TÁ LOUCO? MORRI? Não!
_ Então tá bom, vou pedir uns exames e vc retorna para eu ver, ok?

Bom, médico chique não escreve receita, imprime! Saiu tudo torto, mas pelo menos entendi o que ele pediu. Justo!Saí da sala e perguntei pra Dona Rosa qual é o lance dessa válvula mitral.

_ Bru, quando vc era pequena, vc tinha um soprinho, coisa leve. Mas toda criança tem!
_ CARALHO mãe, eu tenho um sopro no coração e eu NÃO SABIA?
_ Coisa mínima!

Semana que vem vou descobrir qual é desse ASSOBIO aí!

1 Comentário

Arquivado em família

Pensamento do dia

“Se eu abrir meu Moleskine hoje, vou ver quão vidente eu sou… “

1 Comentário

Arquivado em Da caxola

Especial Canadá – o lado francês

Eu fui para o Canadá com o intuio de aprender e melhorar o inglês. Viagem de 3 dias para Quebec, Montreal e Ottawa, as lindas cidades de French Canada que somente franceses podem entender, ou quem é fluente… ou quem tenta entender o inglês esquisito deles.

Realmente é outro país, outra cultura, até outro visto! Mas só para quem vai morar ou estudar por lá.

A primeira a ser visitada foi Quebec, linda, temática, cheia de coisas bacanas, bares, restaurantes, ruas que me fizeram acreditar estar na França, mesmo sem nunca ter ido para lá. Estava rolando um festival de verão por ali e os bares estavam completamente lotados. Fomos em um: a garçonete falou que não poderíamos juntar as mesas e que poderíamos ficar no bar por apenas uma hora. OI? Sim, rodei a baiana em inglês e fiz os 8 que viajaram com a gente trocar de bar. A melhor decisão! Mas Quebec, além dos bares, atrai muitos turistas por conta da diversidade. Old Quebec, a parte baixa, se não me engano, é cheia de construções antigas, restaurantes e lojas de souveniers. Lugar lindo mesmo!

No dia seguinte, partimos para Montreal, uma passagem super rápida, mas que já valeu a pena pelo simples fato de conhecer, mesmo de longe, o estádio onde foram disputadas as Olimpíadas de 1976 (e para os arquitetos é uma coisa insana) e também dar uma volta de ônibus dentro do circuito Gilles Villeneuve, onde são disputadas as provas da Fórmula-1 na Ilha de Notre Dame. Visita rápida, dia seguinte foi a vez da capital do Canadá.

Ottawa é lugar para quem AMA arquitetura e modenidade. A capital canadense tem um mix animal de antiguidade e modernismo que não cabe nas ruas. Até rola uma micro comparação com Toronto, mas nada se compara a super populosa “suposta” capital.

Deixe um comentário

Arquivado em Canadá

Fardo preto e branco

Eu lembro que foi numa perua escolar, voltando pra casa. Culpa de uma menina que se chamava Camila e voltava todo dia comigo da escola.E na escola, no começo dos anos 90, o predomínio era palmeirense e são-paulino. Corinthians era colocado de lado e, por muito tempo, fui levando essa paixão pelo time meio abandonada, sozinha.

A movimentação em casa era tão pequena em se tratando de futebol: minha mãe sempre foi corinthiana enrustida, minha vó não se manifestava, mas não negava o coração preto e branco. Meu pai é santista, mas nunca vi na vida um jogo desse time e meu tio, com muito orgulho, mostrava seu amor pelo Corinthians e fazia de tudo para os filhos torcerem para o mesmo…. decepção. Todos trocaram de time e só uma das minhas primas, a Carolina, é corinthiana e não tem uma camisa.

E assim minha família se mostrou futebolística.

História fail, mas acho que a grande culpa de tudo que aconteceu na minha casa é minha. A menina de 1/4 de século que comemora hoje o século do time do coração. E ser responsável por uma geração é um fardo grande, de briga familiar, de discussões. Não consigo me lembrar da primeira vez que fui ao Pacaembu, sem detalhes. E hoje tenho uma memória muito melhor, de guardar detalhes e de sentir um arrepio lascivo toda vez que entoam um “Salve o Corinthians, o campeão dos campeões…”. Lembro que no último jogo, contra o São Paulo, a torcida mostrou a grandeza… assim como mostrou na minha primeira vez no Maracanã, este ano.

Somos grandes, família! Me acompanhem…

Consegui, antes de completar 100 anos, levar minha vó para ver um jogo so Corinthians e, infelizmente, não era no Pacaembu. Mas ver os olhos dela brilhando foi incrível. A mesma Dona Rosa que, quando eu pergunto se lembra dos jogos importantes de antigamente, faz cara de desdém e diz que não se lembra… 5 minutos depois, ela cita detalhes e até relembra boas histórias. Somos história, vó!

Dona Rosa se contagiou, não assiste jogo na sala, assim como faz com o Rafael Nadal. Acha que é pé frio e prefere fazer outra coisa a ver jogo! Mas liga a TV baixinha no quarto só pra olhar de canto de olho. Ela diz que não gosta de me ver saindo de casa e indo pro estádio, sozinha. Mas morre de vontade de ir junto! Amor, mãe… amor!

Então carrego o fardo, com muito orgulho, de ser uma história “recente” do time que tem 100 anos completos nesse 1º de Setembro. E nem por isso me sinto menos ou mais alvinegra do Parque São Jorge. É vida, história e amor fundidos num grito que eu faço questão de bradar: “EU NUNCA VOU TE ABANDONAR, PORQUE EU TE AMO!”.

3 Comentários

Arquivado em Futebol

Novo suspiro

Se eu tivesse que imaginar algo parecido, nem no meu sonho mais subconsciente seria isso. Mas se eu tivesse que querer algo assim, teria desejado há mais tempo! Se eu suspeitasse que uma viagem me faria tão renovada, teria a feito aos 16 anos. O que eu sei é que o que me faz bem eu eternizo, guardo, cultivo e quero o mesmo bem.

E quero muito bem, sempre!

Deixe um comentário

Arquivado em Da caxola