Silêncio em volta do telefone

Quando éramos pequenos, passávamos vergonha quando nossos pais iam nos buscar na escola. Eu não tive muita escolha, porque a Dona Rosa dava aula no mesmo colégio que estudei por anos. Logo, ela já virou amiga da galera e tudo bem. No clube, a mesma coisa, ela sempre fez questão de me buscar e nunca tive problemas com isso.

Só uma vez que eu tive a maior vergonha do mundo, quando no alto dos meus 15 anos ela foi me buscar dentro da festa que eu estava, porque não atendia o celular. Sim, ALI SIM desejei um buraco!

Mas hoje minha mãe me fez passar vergonha. Não tão grandiosa quanto o resgate na festinha, mas que me fez falar olhando pra todos os lados para ver se tinha alguém me vigiando.Pelo telefone, Rosa chama:

_ Bru, me ajuda a fazer umas perguntas para o evento?
_ Ajudo, o que foi?
_ O que é meteoro?
(e lá fui eu pesquisar no Google e explicar)

Vale deixar claro que a sala que eu trabalho é um silêncio total. Só perde pra igreja em dia de semana.

_ Legal, valeu filha!
_ Mais alguma coisa? (MALDITA HORA QUE EU ME TORNO UMA FILHA PRESTATIVA)
_ Ah, qual o nome do filho do Fábio Jr.?
_ Fiuk? (eu me odeio por saber, mas não tem como né)!
_ DIUK?
_ Fi… com F de faca!
_ Ah, e ele faz sucesso em qual banda??
_ Ele tem banda?
_ Bom, além dele, desses que a garotada gosta, tem Fresno, NX Zero e mais um lá… colorido.
_ restart
_ COMO?
_ rsssssssssssssstarrrrrrrrt (tentando disfarçar a voz)
_ Ahn?
_ Ah, eu mando por SMS!

(nisso, a sala inteira olhando pra minha cara com olhar de “ela é fã, deixa ela”). Ia explicar, mas deixa todo mundo achando que sou super fã de Restart!

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Educação em atos

Ir ao cinema me faz querer alimentar a indústria da pirataria. Principalmente aos finais de semana e feriados nacionais, que o shopping tornam-se a grande atração da cidade. Tem momentos que eu me questiono se eu estou velha, ou se as pessoas estão mongóis demais, principalmente os amigos jovenzinhos, que escutam funk no celular. Isso, aqueles que fazem do tudo para que todos olhem a melancia no pescoço…

É um alerta a sociedade: evite o cinema aos feriados, caso você seja como eu, irritada com o comportamento das pessoas.

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Salsa e eu resolvemos ir assistir Rio 3D e logo de cara evitamos a fila gigantesca para comprar o ingresso no guichê do cartão de crédito. E obrigada Claro Clube por me proporcionar duas meia-entradas pós-estudante até julho, afinal R$ 23,00 num ingresso de cinema não tá pra qualquer um.

O local influencia: fomos ao Grand Plaza, local bem frequentado por jovenzinhos esquisitos. Muito esquisitos. Esquisitos pra cacete! Juro mesmo, nada contra até o momento que mexe comigo, seja esquisito o quanto você quiser!

Entramos no cinema, a fila era pequena, mas logo o cinema lotou. Sentamos no fundo e um casal, atrás da gente, não parava de falar. Lógico, o filme não tinha começado, altamente permitido. Mas ficar falando “Aaah, e não vão apagar a luz?”.
_ Não, e ainda vão colocar uma lanterna na sua cara! (pensei)

O filme começou e a conversinha continuou. Mas como disse o Fener, “quando um burro fala, o outro abaixa a orelha”. Chegou um casal de burro e sentou ao nosso lado. O filme ERA DUBLADO e o casal resolveu contar o seu dia especial no shopping na hora que sentaram confortavelmente na poltrona de 23 reais.

O fato é que o singelo rapaz usava aquelas coroas de papelão que o Burger King dá para as CRIANÇAS.

E o papo rolando, até que em um momento do filme aparece a Arara voando de asa delta:

_ cara, eu já voei com isso daí, é muito louco e blablablablabla [a cena já tinha trocado]

“LEGAL”, foi o que eu disse virada para ele, com a paciência já bem esgotada, e com a minha melhor cara de irônica, que pode ser vista até dentro do cinema. Mas ele continuou, e resolveu tirar a coroa especial dele E COLOCAR EM CIMA DO MEU BRAÇO!

Eu rasguei e mandei ele enfiar no rabo. Não falei isso pra ele, mas falei pro namorado.

Eu gentilmente me mexi na cadeira e comecei a colocar aquela jóia rara na cadeira dele, que ficou me olhando com cara de paguá (que saudades de falar paguá). Desejei o fim do filme breve, pq logo depois disso achei que a acompanhante do menino estava gorfando, e até recolhi a perna. Mas não! Ela falava ao celular…

Fim do filme, e vi o paguá com a sua coroa real indo embora… Fim do ato 1.

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Filme e casa de volta. No caminho, indo pagar o ticket do estacionamento, um taxi estava parado quase na calçada, embarcando uma pessoa que tinha acabado de colocar as compras do mercado no porta-malas. Mas o carrinho precisava ser levado a 20 metros do carro.

Lógico, é mais fácil deixar ele no meio da calçada, justamente onde estávamos passando, no mesmo segundo. Para desviar do caminho, passei por cima do carro empurrei o carrinho e falei “mesmo pq aqui é lugar de carrinho de mercado”. Segui andando, pq o taxista não deu a mínima. Fim do ato 2, final.

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Cara nova

Hoje resolvi rever alguns posts da minha vida nesse blog, que já soma 3 anos! Já passei por loucuras, teorias baratas, conversas durante a tarde, amores e desamores.

Mas 2011 tá aí, com tanta coisa boa acontecendo. Nada melhor que dar uma bela geral no que a gente gosta, ou seja, meu blog. Alguns posts foram tirados do ar, outros relidos com muito carinho, junto com os comentários que foram deixados.

O blog segue firme e forte. Mesmo que o firme e forte seja um post por mês…

=)

Até!

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Uma homenagem

Um post pra dizer que temos um amigo:

… tão guerreiro quanto o Arqueiro Assírio, os 300 de Esparta, o Samurai Japonês
… tão forte quanto o Super Homem, Batman, Hulk, The Flash
… tão corinthiano quanto eu, vc, membros da Gaviões da Fiel, Estopim, Camisa 12 e afins
… tão batalhador incansável!

Ele conquistou a glória. E conseguiu conquistar vários outros seguidores na busca sem fim, que um dia terá fim.

Obrigada, Monça!
(pelo exemplo, pela pessoa, pelas risadas, pelas amizades sensacionais que fez)

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Nota escrita

Devo estar paranóica, esqucida, maluca ou com uma necessidade impressionantemente absurda de não esquecer absolutamente nada. Nesse caso, minha vó chegaria e mandaria um “Vc tá precisando comer mais ferro, tá esquecida demais pra sua idade”. Tô num caso que, se precisasse, anotaria na agenda: tomar café, não esquecer de ir ao banheiro…

Tô louca!

Mentira!

Mas a verdade é que me peguei com a minha agenda diária, com os afazeres do trabalho, misturado com to do list da vida fora trabalho, aniversários, datas importantes e anotações malucas que, depois de um tempo, fico tentando desvendar o motivo da anotação. E não cansada de ter um caderno físico, fiz uma agenda no maldito Google Calendar – exatamente com as mesmas anotações de to do! (ia ser o cúmulo anotar online as anotações avulsas).

Só um registro pra avisar que não vou esquecer nada mais… só enquanto eu to conversando, que eu perco a linha de raciocínio mesmo.

 

Grata pela compreensão.

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Natação, não!

Eu odeio academia, como 89367569 brasileiros espalhados por aí. Mas precisei respirar fundo, aproveitar um desconto, queimar umas gordurinhas (que são bastante) e encarar os aparelhos. Fui semana passada fazer minha matrícula e o rapaz que deveria fazê-la não estava lá. Era um sinal divino!

Mas depois não tive escolha, e em plena segunda-feira, dia da minha preguiça mor, saí do trabalho e fui para a bendita. E o trânsito na região já nem estava tão complicado, mas era chato demais dar a volta e estacionar. Resolvi então parar o carro no mesmo local que parei da outra vez – até então, achava que era uma empresa de cloro.

Sorri pro moço que estacionava ao lado e saí do carro, mas ele não entrou na ‘fábrica de cloro’, vulgo academia de natação (a minha fica do outro lado da rua). E me liguei que o rapaz era manobrista da tal academia, e tinha roubado uma bela vaguinha. Eu fiquei super sem graça e decidi entrar na academia, para pegar “informações”:

_ Oi, vim ver aulas de natação pro meu irmão, de 17 anos [risada interna]
_ Ele já sabe nadar?
_ Já sim…

(… 20 minutos, depois de eu conhecer a academia toda)

_ Bom, obrigada, vou entregar o material de vcs pra ele!
_ Esperamos a visita de vcs!

Saí falando ao celular, avisando meu ”irmão’ (filha única, aloooow) que tinha achado uma escola de natação e que agora ia ver a academia para mim. E sim, lá fiquei por mais de 20 minutos esperando ser atendida por um cara meio sem educação, diferente da Dilza, que me atendeu na outra escola.E assim como academia, detesto natação [relembro minha primeira competição, que nadei na largura da piscina, era a mais velha e parei no meio da prova pra respirar].

Na hora de ir embora, umas 18h40 e o trânsito pegando e eu dando tchauzinho e obrigada ao manobrista. The Oscar goes to…

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Choque de realidade feminina

Este post é dedica a vc, menina – mulher, a partir dos 12 anos de idade. Pode ser que, a partir deste momento, sua vida mude para sempre ou vc tenha um choque de realidade de vários volts. Ou não, e ache esse post uma porcaria e nunca mais volte ao blog.

Existe um choque de realidade ao passar dos 25, ou antes. Vou falar uma coisa óbvia: o mundo não é igual ao que vc imaginava quando tinha seus 10 anos de idade. Eu sonhava que no ano 2000, teríamos carros iguais ao dos Jetsons, que aos 25 anos de idade eu seria uma empresária de suceso, só usaria saias sociais, camisa e salto alto, frequentaria a academia e estaria casada e com dois filhos. AOS 25! Além de ter meu apartamento, ter ganhado na Sena (não existia a Mega), viajado bastante.

Acho que de tudo o que pensei na vida, o “viajar muito” e a saia social – recém adquirida – são as únicas opções que se encaixam. Talvez, na época de nossas mães, os planos até aconteceriam. Queimaram até sutiãs para isso! Mas a realidade é, de fato, bem diferente.

Hoje estou nos meus 25 anos (e um pouco mais de meio), sou uma jornalista por formação trabalhando com marketing, viajei boa parte do Brasil graças ao meu antigo trabalho, conheci e me apaixonei pelo Canadá, namoro a pessoa que eu vou casar em algum tempo, tenho um Celtinha – que preciso vender, quem tiver interesse, grita – ainda moro com minha mãe e minha avó, não tenho filhos, e infelizmente não ganhei a bolada milionária da Mega Sena.

Triste.

Mas ontem, durante uma conversa no almoço, me perguntaram: “Quando vc vai casar?”. Respondi genericamente, daqui um ou dois anos, talvez mais. No almoço de domingo, reunindo as sogras, a pergunta foi “Quando vêm os filhos?” – OS, no plural.

Pára o mundo!

Terminei o colegial com 17 anos, não passei no vestibular de primeira, era uma das mais velhas na classe no alto dos meus 18 e meio, fiquei pouco tempo desempregada (graças a Deus), trabalhei (e trabalho) sempre muito longe da minha casa. Nada era do jeito que eu pensava aos 12 anos. Rolam imposições da sociedade, da família, dos amigos em relação a certos assuntos, que por um momento nos fazem sentirmo-nos uns merdas.

Esquece…

Então, boa sorte quando chegar aos seus 25. Viva com os seus 25 anos de verdade, da forma que lhe é oferecido. Pode ser que nessa idade, vc esteja começando uma faculdade, ou já tenha um filho, esteja solteiro(a). Esquece todos os sonhos, de verdade. Mas viva o sonho verdadeiro! Eu quase nem to acreditando no meu, de tão feliz…

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